Gypsy Jazz Essencial - La Pompe

Conceito

La Pompe é batida/ritmo característico do Jazz Manouche/Gypsy Jazz, é a primeira lição e essêncial elemento para o estilo. Os Manouches dizem que vários anos são necessários para dominar "La Pompe" e executar suas variações com precisão sempre apoiando o solista. Na formação clássica do "Hot Club of France", Django Reinhardt tocava acompanhado de dois guitarristas rítmicos: seu irmão Joseph Reinhardt e Roger Chaput.

A concepção da "pompe" é substituir a bateria, resumidamente, a primeira batida representa o bumbo e a segunda a caixa da bateria. Uma das características do estilo é a existência de um guitarrista especialista no assunto "o guitarrista rítmico", uma peça fundamental para um jazz manouche verdadeiro.

Prática

Existem 4 tipos de La Pompe mais usadas: La Pompe direta, La Pompe manouche, La pompe lenta e lenta com variação. Nos primeiras gravações encontradas a La pompe direta, de sonoridade e execução mais simples é a batida mais tocada. A Pompe varia de acordo com o gosto do solista, alguns preferem o som sem variações de tempo e dinâmicas, outros não dispensam interações rítmicas. ​

Dicas

1° A postura do mão direita (esquerda para canhotos) faz toda diferença, para sonoridade e timbre do jazz manouche repare no ângulo + ou - 45° do punho. ​

2° A segunda batida do ritmo (caixa)...essa quanto mais seca melhor para entender o ritmo e manter a pressão necessária. ​

3° Acentuar as batidas 1 e 3 (baixos) dos acordes. ​

Considerações

​ - Em constante aprendizado interpreto "La Pompe" como o ritmo mais fácil de tocar errado. O principal erro é acentuar as batidas 2 e 4 como no jazz tradicional. Mesmo com estudo de tempo com metrônomo (2 e 4) a acentuação deve estar nos tempos 1 e 3 (baixo / bumbo). ​

- Algumas vezes escutando "La Pompe" parece sempre igual mas na prática é bem diferente, procure acompanhar gravações da mesma musica interpretadas por por guitarristas diferentes. ​ ​ ​

 

Exemplos La pompe - Am6 - E7 ​ ​

 

 

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Gypsy Jazz Essencial - Palhetada

Conceito ​

A vigorosa e precisa palhetada necessária para executar improvisos e linhas melódicas é dos maiores desafios do guitarrista que se aventura a tocar o gypsy jazz. A principal característica da palhetada gypsy jazz é o "descanso" na corda inferior quando o movimento é executado para baixo. ​

Prática

​ A angulação de 45° graus na mão-pulso é fundamental para usar a força da gravidade a favor e descanso nas palhetadas para baixo, o padrão de “sweep” em desenhos de escalas com três notas por corda é palhetada baixo, cima, baixo - próxima corda baixo-cima-baixo e assim por diante. A palhetada para baixo deve descansar na próxima corda, isso aumenta o volume e a precisão rítmica. ​ Palheta mais grossas (3mm ou +), nesse conceito chegarão mais rápido a corda inferior gerando mais velocidade, porém por outro lado na maior parte das vezes uma palheta mais grossa, robusta e mais pesada do que as palhetas mais finas, exigem uma adaptação e estudo para essa transição. ​ ​

Dicas

1 - A postura do mão direita (esquerda para canhotos) faz toda diferença, angulo + ou - 45° do punho. ​

2 - Experimente palhetas com diversas medidas (1m - 5m) ​

3 - Tocar inicialmente com "alto volume" (maior medida) de força, depois aplicar dinâmicas mais suaves ​ ​

Considerações

​ - Logo de cara nota se que a velocidade, virtuosismo e resistência técnica necessária para estilo não vem do dia pra noite ou apenas decorando alguns temas e frases.

​ - O estudo da técnica deve ser constante respeitando, os limites do corpo para evitar lesões. ​

- O uso do metrônomo é de fundamental importância. ​

 

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Palhetada (1)

Palhetada (2)

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Gypsy Jazz Essencial - Acordes

Conceito

A vigorosa e precisa palhetada necessária para executar improvisos e linhas melódicas é dos maiores desafios do guitarrista que se aventura a tocar o gypsy jazz. A angulação de 45°graus na mão-pulso é fundamental para o som, técnica e linguagem no gypsy jazz.

Prática

A angulação de 45°graus na mão-pulso usa a gravidade a favor gerando mais volume e pressão. A mão direita (esquerda para canhotos) jamais deve repousar sobre o cavalete do violão. A mão fica suspensa, alguns guitarristas usam o dedo mínimo como apoio no tampo. ​

ACORDES À LA DJANGO ​

Conceito

Django Reinhardt quando tinha 18 anos teve uma grande parte de seu corpo queimado em um incêndio na caravana cigana que vivia. Além de graves queimaduras em grande parte do corpo, sua mão esquerda foi bem afetada, os dedos anelar e mínimo ficaram retorcidos e quase que grudados. A partir disso nasceu o mito "Django Reinhardt" que solava virtuosamente com apenas com 2 dedos (indicador e médio), os dedos afetados ele conseguia usar nos acompanhamentos formando acordes com desenhos pouco usuais e adaptados a sua "deficiência".

 

Prática

- Os acordes básicos para acompanhamento geralmente com três notas, são digitados com 3 dedos, sempre com um formato similar ou uma pequena alteração Django tocava todos acordes básicos.

​ - Dentro estilo alguns acordes cifrados são naturalmente subentendidos como intervalos não descritos na cifra, um acorde menor por exemplo na maior parte das vezes será um m6, um acorde maior pode ser subentendido como M69 .

Dicas

- Tocar em frente ao espelho para visualizar a angulação do braço direto (esquerdo para canhotos) em relação ao corpo do instrumento.

- Experimentar diferentes shapes (modelos) e inverções de acordes.

- Estudar a condução da "la pompe" com variações nas dinâmicas (leve, médio e forte)

 

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Gypsy Jazz Essencial - Estruturas Harmônicas

Conceito

​ Algumas estrututas harmônicas algumas vezes chamados de turnarounds são a base de diversas composições do cancioneiro gypsy jazz e tambem do jazz tradicional.

​ Em músicas de tonalidade maior estrutura I VIm IIm V7 e suas varições são as cadências mais encontradas. Temas de Django Reinhardt como Belleville, Daphne, Coquete e outras podem ter muitas semelhanças se vistas por esse angulo. ​

Dicas

1 - Reconheça a forma estrutural da música, se é AABA ou AB (estruturas mais comuns)

2 - Decore a estrutura basica da música e localize seus relativos e substitutos. ​

3 - Evite inversões de acordes, deslocamentos rítmicos, acentuações atípicas na hora que o improvisador tiver em ação. (a menos que vc o conheça muito e tenha essa liberdade) ​ ​

 

Considerações

- Os acordes Á la Django são mais fáceis de ser executados e tem a verdadeira sonoridade do estilo. ​

- Um bom jazz manouche depende da pompe bem executada, consistente com atenção no tempo e sempre "pra frente" .

 

 

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